A Prefeitura de São Paulo está Preparada para Pablo Marçal, e Ele está Preparado para a Prefeitura?
Muitos dizem que Pablo Marçal não tem o perfil para lidar com a administração pública. Acostumado ao ritmo rápido do setor privado, onde tudo acontece no estalar dos dedos, ele vai enfrentar um desafio completamente diferente na prefeitura. Lá, o jogo é outro: a burocracia domina todas as secretarias, e ele vai precisar lidar com uma máquina pública que está habituada a fazer tudo do mesmo jeito, no seu tempo próprio. Criar novas subprefeituras, lançar aplicativos, desburocratizar processos… tudo isso leva tempo, e muitos especialistas, políticos e jornalistas estão céticos sobre se Pablo vai conseguir fazer isso rolar.
Mas ele não parece se intimidar. Sócio de um conglomerado de empresas que vale mais de 3 bilhões de reais, Pablo diz que está mais do que preparado. Ele sempre lembra que já completou o Ironman e o Ultraman – competições que testam os limites de resistência física e mental – e garante que isso o torna apto a aguentar a pressão do cargo. Além disso, ele deixa claro que vai governar com os partidos e está pronto para articular com os vereadores, deputados estaduais e federais para trazer emendas e fazer seu plano de governo sair do papel.
O grande problema, e nisso os jornalistas não deixam de tocar, é a falta de grana na prefeitura para realizar essas promessas. Muitos duvidam da capacidade dele de usar tecnologia e gestão para cortar gastos, e acham quase impossível que ele consiga erguer um prédio de 1 km de altura, limpar o rio Tietê, construir teleféricos com estacionamentos, finalizar o Rodoanel e ainda criar um app que gere receita para os cofres públicos. A galera está cética, e com razão. Mas Pablo, com seus sonhos ambiciosos, acredita que pode transformar a cidade de São Paulo e, quem sabe, mexer até com a política nacional, levando-a para uma nova era.
No fim das contas, a população de São Paulo tem a chance de mandar um recado logo no primeiro turno: um recado de que está cansada da velha política, dos acordos partidários que drenam a prefeitura e fazem pouco pela cidade. O paulistano quer uma São Paulo com visão de futuro, como aquelas cidades do sul que são limpas, organizadas, têm turismo e funcionam. Será que Pablo pode fazer de São Paulo uma nova Helsinki, Hong Kong ou Songdo? Isso ainda está por vir, mas a vontade de mudança está no ar.
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